O NORDESTINO VIRGULINO
O NORDESTINO VIRGULINO
O nome de Lampião era Virgulino Ferreira da Silva, nascido em Serra Talhada, Estado de Pernambuco, em data de 04 de junho de 1898, revelando-se ser um bom vaqueiro, vendendo animais criados nas caatingas, região com muitos fazendeiros, senhores absolutos dos poderes político e econômico.
Revelou-se sempre muito rixoso, ganhando muitos inimigos, sendo perseguido por policiais que durante um patrulhamento acabaram assassinando os seus pais.
Lampião jurou vingar essas mortes, formando um grupo do cangaço que, durante muito tempo, atacou e saqueou propriedades agrícolas nas regiões nordestinas.
Mesmo assim, os influentes políticos nordestinos tinham mais medo das idéias comunistas pregadas por alguns líderes do que daquele bando de cangaceiros.
Apesar dos atentados praticados por eles, o bando liderado por Lampião foi convocado pelo governo, no ano de 1926, para dar combate à Coluna Prestes, um grupo militar rebelde que lutava contra o regime republicano da época pregando o comunismo, inclusive fornecendo a eles fardas e armas.
Lampião, quando já tinha levado vários tiros e, em um deles, perdido o seu olho direito, conheceu a mulher de um sapateiro, que vivia no povoado baiano de Malhada do Caiçara, local em que nasceu, chamada Maria Bonita, que passou a acompanhá-lo em suas andanças, conquistando uma posição de destaque na história do cangaço.
Apesar de ter lutado ao lado dos governantes republicanos, Lampião acabou morrendo no ano de 1938, surpreendido que fora, com parte do seu bando, quando descansavam na Fazenda Angicos, na cidade de Poço Redondo, no sertão sergipano, vitimados por uma emboscada policial alagoana.
Lampião e Maria Bonita, depois de mortos, tiveram suas cabeças cortadas e muitos cangaceiros conseguiram escapar com vida das armadilhas preparadas pelos militares.
A partir daí, o cangaço começou a definhar, notadamente com a morte de um outro cangaceiro famoso, conhecido por Diabo Loiro que, segundo historiadores, teria sido o último sobrevivente do bando de Lampião.
Essa história ficou imortalizada pelo cinema nacional em muitos filmes rodados, como “Os cabras de Lampião”, “Lampião”, o rei do Cangaço” e “Lampião e Maria Bonita”, além de muitas músicas que enalteciam esses homens nordestinos e muitos livros lançados a esse respeito.
JARBAS MIGUEL TORTORELLO