RUBINÉIA
RUBINÉIA
Rubinéia, cidade onde foi construída a estação ferroviária de Presidente Vargas era, na ocasião, dentre as quase sessenta existentes, a última da linha-tronco da Estrada de Ferro Araraquara, localizada próxima às margens do Rio Paraná, na divisa do Estado de São Paulo com o Estado de Mato Grosso do Sul.
O nome Rubinéia nasceu curiosamente da junção dos apelidos de um fazendeiro, Rubi, com o de sua esposa Néia, uma homenagem aqueles que fizeram a doação da área de terras para a construção da cidade.
Acreditavam eles que, com o futuro promissor daquela região, diante da chegada dos trilhos da ferrovia, seria responsável pela ligação entre dois importantes pólos industriais, agrícolas e pecuários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso.
A estação ferroviária, embora oficialmente denominada Presidente Vargas, era conhecida por toda a população e adjacências como Rubinéia, embora a cidade e a estação, depois de alguns anos, fossem alagadas pelas águas do Rio Paraná em virtude do represamento havido para a construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, complexo esse que tinha como meta principal a distribuição de energia elétrica para toda aquela região.
Com o completo alagamento da estação ferroviária de Presidente Vargas, submersa nas águas do Rio Paraná e, conseqüentemente, também com o desaparecimento da Velha Rubinéia, o ponto final da Estrada de Ferro Araraquara foi transferido para a estação ferroviária de Santa Fé do Sul.
Aquela região durante muitos anos ficou aguardando a construção da ponte ferroviária sobre o extenso Rio Paraná, que ligaria os dois importantes centros brasileiros do Estado de São Paulo e do Estado do Mato Grosso, carentes para os transportes dos seus rebanhos e de suas safras agrícolas.
Essa ponte finalmente foi construída em terras pertencentes à nova cidade de Rubinéia, fazendo a ligação da Estrada de Ferro Araraquara à Estrada de Ferro Norte e Sul, embora os seus trilhos não passem mais por essa cidade e pelos seus pontos originais.
Essa ponte rodoferroviária, com aproximadamente três quilômetros de extensão, tendo em sua estrutura uma altura de doze metros e com dezesseis metros de largura, registrando-se que, em sua parte superior, foram construídas quatro pistas rodoviárias, ficando a parte inferior reservada para a passagem da linha férrea.
Os encontros das águas dos rios Paranaíba e Grande, formando o Rio Paraná, poderão ser vistos do alto dessa ponte, erigindo-se graças à beleza proporcionada pela Natureza e pelo Homem, em um espetáculo soberbo e digno de ser apreciado.
JARBAS MIGUEL TORTORELLO